terça-feira, 18 de novembro de 2008

Idade do sucesso

por Fernanda Tambellini
Existe um grupo cada vez maior de brasileiros para quem idade não é mais limite para o sucesso. Para os novos empreendedores, cruzar a fronteira dos 50 anos pode ser, ao contrário, o momento certo para se lançar nos negócios. Ativos e cheios de energia, eles dispensam o descanso da aposentadoria e põem a sua experiência a serviço da ousadia. "Ao se aproximar dos 50, você começa a ouvir uma voz interior: 'Se eu não for atrás dos meus sonhos agora, quando irei?' Essa pergunta gera a sensação de confiança e coragem necessária para empreender", disse à Pequenas Empresas & Grandes Negócios o médico americano Gene Cohen, diretor do Centro de Terceira Idade, Saúde e Humanidades da Universidade George Washington, dos Estados Unidos. O pesquisador vai ainda mais longe, e arrisca dizer, a partir de suas pesquisas, que atingimos o ápice da criatividade entre 50 e 70 anos.
A teoria de Cohen é polêmica e está longe do consenso. Mas os cientistas concordam que, sem as amarras de uma carreira tradicional numa empresa ou em relação à família, os mais idosos sentem-se mais aptos a criar suas próprias fórmulas de ganhar dinheiro: "Assim que se vêem livres, saltam como uma mola", afirma Wilson Jacob Filho, professor titular de geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que quase um terço dos 20 milhões de idosos brasileiros mantiveram-se ocupados no ano passado. Eles atuaram como empregadores em 6,4% dos casos, enquanto o percentual na população economicamente ativa não chega a 4%. A etapa nacional do estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), conduzido em 42 países, também apresenta números reveladores, mostrando significativo aumento no percentual de empreendedores acima dos 45 anos responsáveis pela abertura de novas empresas - eles passaram de 17%, em 2001, para 21% atualmente. Mais: dos 200.000 novos negócios abertos em São Paulo ao longo deste ano, 14% estarão nas mãos de gente com mais de 50 anos, de acordo com o Sebrae
postado por Fábio T. Bento

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CEO do Futuro

Um dia eu chego lá
Conheça os 12 escolhidos pelo programa CEO do Futuro deste ano e entenda o que faz deles grandes candidatos a ocupar a cadeira da presidência.

Da esq. para a dir., 11 escolhidos do programa CEO do Futuro: Paulo Dias, Rafael D'Ávila, André Gomes, Marcelo Miranda, Marcelo Macedo, Giorgio Horsky, Maurício Sartori, Marcelo Gonçalves, Wagner Schneider, Carlo Mantovani e Jeferson Fernandes.
Sociável, participativo, intelectual -- ou seja, reflexivo e racional -- e focado em tarefas. Exatamente nesta ordem, essas qualidades compõem o perfil de liderança que serviu de parâmetro para a escolha dos CEOs do Futuro deste ano. O programa, em sua sexta edição, é resultado de uma parceria entre a revista VOCÊ S/A, a Korn/Ferry International, uma das maiores empresas de seleção de executivos do mundo, e o Pro-Futuro, programa da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligado à Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é identificar jovens executivos com talento para chegar à presidência de uma empresa. Para escolher os 12 profissionais que você verá a seguir, a equipe envolvida no projeto faz uma série de testes, todos gabaritados pelas pesquisas e estudos desenvolvidos pela Korn/Ferry. "Esse perfil, traçado de acordo com estatísticas globais, é um bom exemplo das características do líder que as empresas procuram", diz Sergio Averbach, presidente da Korn/Ferry no Brasil. Na primeira fase da seleção, os inscritos tiveram seus currículos analisados pelos consultores. Na segunda, responderam a um teste de assessment, que avalia estilo de gestão, comportamento ético, flexibilidade, capacidade de tomada de decisão. É daí que se tira o perfil citado no início deste texto. Essa batelada de "exames" não foi a única prova pela qual nossas apostas para um futuro não muito distante passaram. Para estar na final, os 27 executivos selecionados para a última fase foram entrevistados por headhunters, jornalistas e professores envolvidos no projeto. Este ano, foram 12 escolhidos. Os melhores em uma turma de 218 inscritos. No final, tiveram de estabelecer uma relação de empatia com os entrevistadores. Nesse momento, além de entender melhor as conquistas de carreira de cada um, os entrevistadores buscam evidências práticas do perfil participativo e social dos candidatos, ou seja, a capacidade de envolver as pessoas no processo de decisão. "No final da entrevista, ouvi da consultora da Korn/Ferry uma conclusão muito bacana sobre o meu perfil de liderança, em relação à maneira como, naturalmente, sempre envolvi as pessoas. Foi um retorno enriquecedor, considerando que vem de uma profissional especializada em selecionar ótimos executivos", diz Jeferson Fernandes, gerente de planejamento logístico da Unilever. Jeferson e seus 11 colegas entraram para a lista de talentos da Korn/Ferry e, no mês que vem, irão participar de um curso de liderança criado especialmente para o projeto pelo Pro-Futuro. O curso também está aberto ao público. Uma chance de pensar o futuro com quem já está com um pé nele.
E as mulheres?
Neste ano, nenhuma mulher esteve entre os aprovados. Esta é a segunda turma de CEOs do Futuro que não teve nomes de mulheres na lista. No ano passado, três executivas de sucesso, entre elas Vanessa Torres, da Vale do Rio Doce, que hoje está no Canadá participando do processo de incorporação da Inco. "As mulheres têm o desafio de equilibrar papéis em casa e no trabalho, mas os empregadores não fazem diferença entre sexos", diz Sérgio Averbach, presidente da Korn/Ferry. Elizabeth Peart, que esteve na primeira edição, em 2001, e hoje preside a fábrica de chocolates Hershey's no Brasil, engrossa o coro. "Se houve preconceito, nem parei para olhar", diz. Ela admite, no entanto, que há momentos de mais vagareza na carreira feminina. "Há fases em que estamos mais ocupadas com os filhos, mas hoje os homens também passam por isso. É necessário escolher do que abrir mão na hora certa."
A pergunta CERTA O presidente da Korn/Ferry no Brasil, Sergio Averbach, dá o caminho das pedras para quem está com os olhos na cadeira do chefão.
O que mais se espera hoje de um executivo? Acho que é a capacidade de melhorar seu próprio desempenho sempre. O que se espera dos jovens executivos é que eles tenham uma agressividade positiva que os ajude a produzir. Ainda mais importante que isso é a capacidade de comparar passado e presente e entender o que é possível mudar e onde se deve mudar. É bem mais importante, por exemplo, do que se comparar com os colegas. Para quem quer ter sucesso e quer chegar aos altos postos nas empresas, eu digo que é essencial melhorar constantemente a si mesmo e desenvolver seus pontos fortes. Isso vale para quem está nas posições mais altas do organograma. É o mesmo conselho que eu daria para um diretor ou para um presidente.
E como se faz isso? Há um caminho mais fácil: fazendo as perguntas certas para todos com quem você trabalha. Para o chefe, para quem trabalha ao seu lado, para os subordinados. Enfim, faça uma avaliação 360 graus de você mesmo -- e coloque-a em prática.
Quais são as perguntas certas nesse caso? São aquelas que podem gerar um bom retorno, um feedback que ajude a melhorar seu desempenho. Faça as perguntas que realmente interessam para você melhorar o que está ruim e desenvolver seus pontos fortes. E, além de fazer as perguntas certas, fique atento, de verdade, às respostas. Não retruque, deixe o "entrevistado" falar, não pense em defender-se, o que é muito natural. Ouça e reflita. Você pode não concordar, mas vai descobrir como as pessoas realmente enxergam você. Entenda que são realmente poucos os profissionais que já têm perfil de liderança e influência de líderes naturalmente. A grande maioria desenvolve isso a partir do que aprende durante a carreira.
Há algum estudo que indique quais as qualidades mais desejadas em um presidente? Estatisticamente, pelo que chamamos na Korn/Ferry de competências de liderança, é o estilo fortemente social e participativo. Ele envolve a todos no processo de decisão e influencia as pessoas por meio desse envolvimento também. Outro ponto é o estilo de decisão: como ele busca informações e sobre quais bases toma as decisões? Um executivo que consiga construir uma visão de futuro para a marca e para o negócio sai ganhando. Não estou falando de planos extensos, mas de planos robustos e racionais, de soluções criativas para problemas comuns enfrentados pelas empresas. As companhias precisam de um repertório vasto de iniciativas, e isso exige planejamento e capacidade de priorização.
Falando de educação e formação, o que é fundamental ter no currículo antes de sentar na cadeira da presidência? Normalmente, o currículo acadêmico é menos importante do que os resultados, mas a base educacional é fundamental para que os profissionais entendam os conceitos apresentados pela alta direção. Eu incluiria uma formação em finanças, independentemente da área de atuação. Todo mundo tem de fazer uma análise correta do retorno sobre investimento, até mesmo quem está no departamento de marketing ou de recursos humanos. Aliás, conhecimentos de marketing e de planejamento estratégico também são altamente recomendados. Não precisa ser necessariamente um MBA, pode ser uma pós. Nem sempre vale a pena passar dois anos fora da empresa para cursar um MBA. Às vezes, o conhecimento prático acaba contando mais. Quem puder investir num MBA de primeira linha, como os melhores internacionais, claro que terá um ganho de conhecimento maior.
Existe limite de idade para tentar o posto de CEO? Posso dizer, com certeza, que uma pessoa de 40 anos ainda tem muito potencial para isso. Mesmo porque a idade dos profissionais está avançando no mundo todo. Idade não é problema, desde que o profissional mostre que não parou de crescer e atingiu pontos importantes na carreira até o momento. Mas, se com 42 anos não teve conquistas importantes, vai ficando um pouco mais difícil, é verdade. Se esse não é o caso, não importa se tem 40 ou 48.
Fonte: Revista Você S/A
Por: João Marcos Pinto - 20770056

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

5 erros que todos os líderes devem evitar

Já faz algum tempo que os grandes gurus e estudiosos em gestão estão falando sobre a importância que as pessoas têm para as empresas. Muitos gerentes, supervisores e diretores cometem alguns erros na área da gestão de pessoas. Serão citados aqui cinco erros comuns, que evitando-os garantirá uma melhora definitiva na gestão e nos resultados, melhorando não só o ambiente interno quanto o atendimento aos clientes.


Erro 1: Líderes se preocupando mais com processos, mais com “coisas” do que com as “pessoas”. Foco em ter as pessoas certas ao seu lado pode com certeza fazer com que os objetivos da empresa sejam alcançados mais facilmente.
Erro 2: Muitos líderes têm a mania de se sentirem ameaçados no cargo que possuem, acabam se rodeando de profissionais medíocres, achando que dessa forma estão garantindo suas posições.
Erro 3: Líderes que, na pressa de contratarem outros profissionais para preencher uma vaga, acabam escolhendo um candidato que muitas vezes não têm as qualificações necessárias para o cargo, mas tem uma disponibilidade imediata.
Erro 4: Mesmo sabendo que algumas pessoas na equipe não estão indo bem, muitos líderes acabam adiando a decisão de mudá-la de posição ou demiti-la.
Erro 5: Muitos líderes colocam seus melhores profissionais para “arrumar” alguma parte detonada da empresa, dando à eles aquele produto ou serviço que não vai pra frente.

Postado por: Eliza Lasmar
Fonte: http://www.administradores.com.br/

Postado por Artistas da Liderança às 09:00 0 comentários




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DICAS PARA MULHERES NO AMBIENTE MASCULINO

As mulheres têm ganhado espaço rapidamente no mercado de trabalho e já ocupam mais de 30% dos cargos executivos no Brasil. Alguns ambientes de trabalho, como corretoras de valores, empresas de engenharia ou áreas de tecnologia das companhias, no entanto, continuam sendo predominante masculinos. Um ambiente de trabalho em que as mulheres são minoria pode intimidar as profissionais e, por isso, atrapalhar sua ascensão na carreira. No link abaixo o Portal EXAME lista dicas de profissionais de recursos humanos para mulheres vencerem os desafios profissionais mesmo em ambientes predominantemente masculinos.



Fonte: http://portalexame.abril.com.br/
Postado por: Antonia Zilma

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domingo, 16 de novembro de 2008

Roubo de informações aumenta com a crise, afirma analista

A ação de criminosos virtuais que tentam roubar informação e convertê-la em dinheiro está crescendo substancialmente, em meio à crise econômica que afeta o planeta. A advertência provém da empresa de segurança em informática AhnLab.
"Os softwares maliciosos estão aumentando na internet, em mais de 80% ou 90%. São programas que tentam roubar informações, e informações que podem ser convertidas em dinheiro", disse o presidente da empresa, Hon Sun Kim, à CNN mexicana.
Os principais ataques são provenientes de regiões em desenvolvimento, como China e alguns países do Leste Europeu, que roubam dados como informações financeiras de contas bancárias, disse o especialista. As informações roubadas das pessoas, de acordo com ele, são colocadas em cotação no mercado negro cibernético a preços variados.
O dado de uma conta bancária, por exemplo, é vendido em uma faixa entre US$ 10 e US$ 1.000. Dados de cartão de crédito custam de US$ 0,40 a US$ 20 dólares. A informação sobre os valores foi dada pelo Panorama de Segurança em Internet e Impacto nos Negócios da América Latina, elaborado pela empresa de gerenciamento de riscos Symantec --fabricante do Norton Antivírus.
A AhnLab advertiu ainda que os portais das instituições financeiras, pelos quais os usuários realizam todo o tipo de operação, são os lugares favoritos dos criminosos virtuais na rede. Segundo a consultoria, 60% dos ataques virtuais enfocam esse tipo de site.
Para evitar ser vítima de um crime virtual, Sun Kim recomenda às instituições financeiras que utilizem as tecnologias da informação para deixar os recursos mais eficientes e garantir transações seguras; proteger os sistemas de acessos externos; criação de políticas de privacidade para que provedores de serviços mantenham o sigilo de informações; e a reinvenção constante do sistema de segurança.
O último item é fundamental porque, segundo o analista, novas formas de ataque surgem constantemente. O ideal é que o software se atualize para proteção das informações dos usuários, e principalmente, de agências e grandes corporações.

Fonte: Folha On line

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u473948.shtml

Por: João Marcos Pinto - 20770072

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Restrições aos terceirizados

por Adriana Fonseca
O Ministério do Trabalho encaminhou recentemente ao Planalto um anteprojeto de lei que vai dificultar ainda mais a contratação de terceirizados no país. Um exemplo: as empresas só poderão contratar o mesmo serviço de terceiros por, no máximo, cinco anos. No entendimento do governo, se há necessidade de ter um serviço por um período maior do que esse, faz-se necessária a presença de um trabalhador fixo. Seria o adeus aos serviços de limpeza terceirizados, por exemplo. A empresa de um funcionário só – aquela aberta pelos profissionais liberais - também estaria com os dias contados. A intenção do governo com tais medidas é incentivar as contratações via CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O anteprojeto ainda será analisado pela Casa Civil e pela Advocacia Geral da União, mas será mesmo que regras assim ampliariam o número de funcionários registrados? E o custo? Como as empresas podem sobreviver a uma lei dessas?
postado por Fábio T. Bento

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Para que servem os analistas?

Milhões perderam seu dinheiro seguindo o conselho de economistas, gurus, magos e profetas - ninguém viu o tamanho da crise financeira que abala o mundo.
Revista EXAME Parece que foi num passado distante, mas há apenas seis meses uma espécie de euforia coletiva tomou conta do mercado acionário brasileiro. Para a premiada equipe de análise do banco de investimento UBS Pactual, as ações de empresas brasileiras eram uma pechincha em maio de 2008. As razões para tanto otimismo eram de uma clareza científica. As economias de países emergentes, como se sabia, descolavam-se do desempenho dos países ricos. O Brasil havia acabado de receber o tão sonhado selo de país com grau de investimento, e o investidor estrangeiro invadiria a bolsa local na nova fase. A expansão do crédito garantia dinheiro a todos, dos compradores de carros àqueles que financiavam seu primeiro apartamento. O futuro, portanto, sorria para a bolsa brasileira. O UBS Pactual, então, cravou sua previsão para o fim do ano. O Índice Bovespa, que reúne as principais empresas do país e estava em seu recorde histórico, de 70 000 pontos, chegaria a 85 000 pontos até o fim de dezembro. Entre as dez empresas que se destacariam no período estavam as varejistas Lojas Americanas e B2W, bancos e companhias do setor imobiliário. Por alguns dias, a coisa pareceu fazer um baita sentido. A bolsa brasileira continuou subindo até meados de maio - quando começou a descer a ladeira e não parou mais. Quem acreditou no sonho do "Ibovespa 85 000" perdeu dinheiro de gente grande. Das ações recomendadas, todas caíram até o fim de novembro. A que caiu menos despencou 50%. A pior, a construtora Rossi, perdeu mais de 80% do valor de mercado desde então. E o Índice Bovespa rastejava em 34 000 pontos no dia do fechamento desta edição. A projeção se provou errada da premissa à conclusão.

O futuro atrapalhou

No Brasil, porém, ninguém errou tão feio - e com conseqüências tão dramáticas para milhões de pessoas - quanto os "especialistas" em ações. Esses profissionais estudam uma empresa, avaliam suas perspectivas futuras e dizem se os investidores devem comprar suas ações ou vendê-las, estipulando um preço-alvo para os próximos 12 meses. Nos últimos anos, os analistas brasileiros foram de um otimismo contagiante. Segundo um levantamento da agência Bloomberg, 55% dos mais de 7 000 relatórios disponíveis no mercado no início do ano recomendavam a compra de ações de empresas brasileiras. E míseros 3,8%, a venda. Os outros 41% recomendavam a misteriosa "manutenção" (mais sobre ela depois). Nos meses seguintes, a Bovespa e suas principais ações atingiriam seu pico histórico. Acertar o momento em que o mercado atinge o ápice é praticamente impossível. Mas, com as nuvens negras se aproximando da maior economia do mundo, não seria prudente orientar os investidores a embolsar o lucro dos anos anteriores? A proporção de recomendações de compra, porém, manteve-se inalterada durante o ano todo. E quem comprou ações em 2008 perdeu, e muito. Empresas como Vale, Petrobras e Gerdau perderam cerca de 50% de seu valor de mercado no ano. Mas essa é a parte amena da história. Ações de companhias como Agrenco, Tenda e Inpar, recomendadas pelos analistas no início do ano, desvalorizaram-se mais de 90%. Em alguns casos, a diferença entre o preço-alvo estipulado pelo analista e a cotação em novembro ultrapassou os 500%. Parece uma oportunidade de ouro. Mas, na verdade, números dessa magnitude indicam um micaço que havia sido vendido como barbada. Nos últimos quatro anos, os investidores brasileiros foram apresentados a um fenômeno muito conhecido em mercados financeiros mais maduros - o excesso de otimismo dos analistas de ações. Como se vê pelos números do parágrafo anterior, é praticamente impossível encontrar recomendações de venda em relatórios. E a razão para isso é uma mistura potencialmente explosiva de conflitos de interesses que envolve o trabalho desses profissionais. Para que servem os analistas? Eles são funcionários de bancos e corretoras, pagos para orientar clientes a investir (alguns são muito bem pagos. Analistas seniores podem ganhar até 2 milhões de dólares num bom ano). Cada analista pode cobrir mais de 15 empresas. O problema é que, como os relatórios são distribuídos de graça aos clientes, a análise de ações não gera um tostão de receita para os bancos. Os empregadores podem, então, ganhar de duas formas com o trabalho dos analistas. A primeira é gerando negócios diários para suas corretoras, o que começa a explicar a mania de recomendar a compra de ações de maneira frenética. É na segunda forma, porém, que as coisas começam a se complicar um pouco mais. Uma das maiores fontes de receitas de bancos é a assessoria a empresas em processos de abertura de capital, emissões de dívida ou fusões e aquisições. E essas empresas são cobertas pelos analistas. "Bancos querem fazer negócios com empresas de capital aberto", diz Ricardo Rochman, professor da Fundação Getulio Vargas e um dos poucos pesquisadores brasileiros que estudam o desempenho de analistas. "Fazer uma cobertura favorável dessas empresas é um passo essencial para conseguir isso." A influência desse conflito na qualidade das recomendações dos analistas foi estudada a fundo nos Estados Unidos - e o resultado não é nada bom. Um estudo de Harvard com 50 000 relatórios mostra que os bancos são muito mais otimistas com empresas que usam seus serviços com freqüência. Durante ondas de aberturas de capital, quando bancos lucram alucinadamente levando empresas à bolsa, esse viés atinge seu patamar máximo. Uma pesquisa da Universidade Cornell aponta que os bancos que coordenaram o IPO de uma empresa são péssimos na hora de avaliar o desempenho futuro da ação. Eles sempre erram para cima. De acordo com o estudo, o nível de erro dos analistas desses bancos chega a 50% em comparação às projeções de outras instituições. Há duas razões possíveis para isso. Segundo uma teoria, os bancos mais otimistas ganham os mandatos de abertura de capital, já que eles prometem aos empresários que irão à bolsa um valor maior que o oferecido pelos concorrentes. A outra tese é mais maldosa - os banqueiros simplesmente prometeriam ao cliente uma cobertura favorável para ganhar o mandato. Há muito a perder num caso de "excesso de independência". O Merrill Lynch estava na disputa pelo mandato da petrolífera OGX, de Eike Batista. Mas Frank McGann, analista de energia do banco, não concordou com o preço estipulado por seus colegas. Os banqueiros temeram que ele recomendasse a venda das ações assim que iniciasse a cobertura e desistiram do negócio. O Merrill Lynch deixou de ganhar 40 milhões de dólares. "Você tem de aplaudir quando isso acontece", diz André Gordon, fundador da GT Investimentos.


A onda de IPOs brasileiros está repleta de casos que levantam dúvidas sobre o trabalho dos bancos de investimento (veja quadro acima). Todos eles foram vendidos pelos analistas com perspectivas de ganhos enormes, mas se provaram um mau investimento. Das 115 empresas que foram à bolsa desde 2004, 99 valem hoje menos do que valiam no dia do IPO. "Houve análises indecentes nesse período", diz Aquico Wen, diretor do fundo americano Legg Mason. O incidente mais polêmico envolveu a companhia do agronegócio Agrenco. O Credit Suisse, banco que levou a empresa à bolsa, recomendava em maio a compra das ações da Agrenco, indicando preço-alvo de 19 reais. Enquanto isso, a instituição se desfazia de ações da empresa. Pouco depois da divulgação do relatório, os donos da Agrenco foram presos e as ações caíram até chegar a 22 centavos em novembro. Mais uma vez, a relação dos bancos com as empresas de Eike Batista fornece dados interessantes. Na abertura de capital de suas três empresas (MMX, OGX e MPX), Eike pagou aos bancos quase 400 milhões de reais em comissões. Até hoje, a cobertura de suas empresas é amplamente otimista entre os bancos que ganharam esse dinheiro todo - isso apesar da queda superior a 80% das ações de todas elas no ano. Apenas o Itaú rebaixou a recomendação de MPX e OGX para neutro. Os outros bancos mantêm sua fé no toque de midas de Eike Batista, mesmo que a diferença entre os preços-alvo e a realidade continue aumentando. "Os analistas conhecem a verdade", diz Lucy Souza, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) de São Paulo. "Mas, para proteger seus empregos, não diziam o que achavam e acabavam esticando os preços." O que torna esses conflitos mais perigosos é o fato de que o pequeno investidor não está atento à sua existência. Segundo uma pesquisa feita nos Estados Unidos, 87% dos investidores institucionais vêem um viés excessivamente otimista no trabalho dos analistas - e conseguem dar o desconto necessário na hora de seguir ou não suas recomendações. De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, grandes fundos compram moderadamente após recomendações de "forte compra", mas não seguem recomendações de compra. Já os pequenos investidores reagem imediatamente a todas as recomendações. Um dos motivos para isso, segundo os pesquisadores, é um problema de comunicação. Relatórios são escritos num código específico, feito para ser entendido por seu público-alvo, os grandes investidores. Com o passar dos anos, ficou combinado entre eles que uma recomendação de manutenção é uma forma educada de dizer: "Venda esta ação". Dessa maneira, o analista evita enraivecer a administração da empresa que cobre, o que poderia atrapalhar seu trabalho de coleta de informações e, também, os possíveis negócios do banco com a empresa. Quase 80% dos gestores de fundos americanos entendem dessa maneira. Já os pequenos entendem o "manter" como, bem, manter mesmo - ou seja, quem não tem a ação não deve comprar; e quem tem não deve vender. Analistas comemoram quando rebaixam uma ação para "manter" e o papel cai 50% em alguns meses. Pequenos investidores não conseguem entender de onde veio a pancada. "O trabalho deles não é feito para gente ingênua", diz o professor Ravi Jagannathan, especialista em finanças da Universidade Kellogg.

No Brasil, os principais clientes dos bancos e das corretoras são os fundos estrangeiros, que não contam com equipes dedicadas à análise de ações brasileiras e, muitas vezes, têm perfil de investimentos de curto prazo. "Eles são úteis para captarmos a percepção do mercado", diz o diretor de um fundo estrangeiro no Brasil. "Leio todos os relatórios e converso diariamente com meus analistas favoritos, mas depois eu mesmo decido o que fazer com o dinheiro, sem prestar muita atenção no preço-alvo." Se têm um grande mercado nos gestores de hedge funds, por exemplo, os analistas encontram desprezo absoluto de investidores que pensam no longo prazo. O mais famoso deles é Warren Buffett, o homem mais rico do mundo, que ignora a fábrica de projeções que é o mercado financeiro. Buffett cunhou a famosa frase "Wall Street ganha dinheiro com a atividade. Você ganha dinheiro com a inatividade". Ou seja, investindo e esquecendo que os analistas existem. E a outra: "Wall Street é o único lugar para onde as pessoas vão de Rolls-Royce pedir conselhos a quem pega metrô". O desempenho dos analistas brasileiros chamou a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia pretende endurecer a regulação sobre o trabalho deles. "Detectamos um problema de falta de independência e qualidade", diz Carlos Alberto Rebello, superintendente da CVM. Alguns bancos já começaram a modificar seus departamentos de análise. O Itaú, por exemplo, instituiu que o número mínimo de recomendações de venda tem de ficar entre 20% e 30% do total. Antes, o número não chegava a 8%. Goldman Sachs e Merrill Lynch adotaram política semelhante recentemente. "Se nossa função é servir ao investidor, isso tinha de mudar", diz Ricardo Araújo, diretor de análise da Itaú Corretora. Depurações são comuns após momentos de excessos. Depois da explosão da bolha da internet, os departamentos de análise dos bancos de investimento passaram por uma transformação muito mais dramática. Durante a bolha, as análises feitas pelos bancos eram tão escandalosamente favoráveis às empresas clientes que os analistas se tornaram alvo de uma investigação liderada pelo então procurador Elliot Spitzer (que depois se tornou governador e se viu envolvido em escândalos de outra natureza). Foram encontrados e-mails internos em que analistas desmentiam as próprias análises. Os maiores bancos em operação nos Estados Unidos foram forçados a pagar uma multa de 1,4 bilhão de dólares em razão de suas análises distorcidas e tiveram de criar sistemas de controle para tentar evitar que o trabalho dos banqueiros de investimento contaminasse as projeções. Em defesa dos analistas, é preciso dizer que eles não são o primeiro elo da cadeia de previsões econômicas que levou os investidores a afundar em 2008. Em seus cálculos para chegar ao que consideram o valor adequado de uma ação, dados como projeções de taxas de juro nos próximos anos, câmbio e crescimento econômico são de importância fundamental. "Antes de me criticar, você deveria perguntar ao departamento de macroeconomia do banco por que eles erraram do jeito que erraram", diz o diretor de análise de um dos maiores bancos de investimento do país. Em janeiro, as instituições consultadas pelo boletim Focus do Banco Central previam o dólar a 1,80 real no fim do ano. No fim de novembro, a moeda americana oscilava entre 2,30 e 2,40 reais - diferença suficiente para bagunçar qualquer projeção. O samba do analista doido de 2008 serviu para mostrar a fragilidade dos modelos de previsão do futuro usados por economistas, analistas, grafistas e o resto da patota. Futurólogos do passado usaram diversos equipamentos para prever o que vinha por aí. Nostradamus dizia ver o futuro numa bacia de água. Os antigos usavam as entranhas de animais mortos para pressentir o que se avizinhava. Não há dúvida de que os modelos econômicos são muito mais complexos que 1 litro e meio de água do poço. O problema é que, por mais sofisticados que sejam, esses modelos não conseguem antever as mudanças que as decisões de bilhões de pessoas podem causar ao ambiente econômico. "Nós nunca teremos um modelo de risco perfeito", escreveu recentemente o ex-presidente do banco central americano Alan Greenspan, explicando por que foi tão difícil prever o tamanho da atual crise financeira. "Infelizmente, a economia é uma ciência social, embora os economistas finjam que não é", diz Jim O’Neill, economista-chefe do Goldman Sachs, criador do termo Bric e futurólogo incorrigível. "Nós gostamos de achar que sabemos mais que os outros, mas esse claramente não é o caso." Um dos problemas clássicos das previsões econômicas é a tendência de tratar o futuro como uma continuação das atuais regras do jogo. Assim, é praticamente impossível para um analista recomendar a venda de uma ação que só sobe há quatro anos. Durante a bolha da internet, os mais deslumbrados com a exuberância irracional achavam que a bolsa continuaria subindo indefinidamente - o livro Dow 36 000 foi um marco nesse aspecto. As previsões do Clube de Roma, grupo de cabeças notáveis que se reuniram no fim da década de 60 para discutir o futuro, são um exemplo desse tique. Na época, o consumo de matérias-primas vinha crescendo mais rapidamente que a oferta. Os notáveis concluíram que o fenômeno se perpetuaria, causando fome, pânico e crise em escala global. De certa maneira, ecoaram as previsões do pensador inglês Thomas Malthus. Segundo Malthus, a população mundial cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos evoluiria em progressão aritmética. Claro, sabe-se que não foi o que aconteceu. Os futorólogos do Clube de Roma (e muito menos Malthus) não anteviram a revolução alimentar da segunda metade do século 20 porque era simplesmente impossível. Isso porque fenômenos transformadores são quase sempre imprevisíveis. Não há entranha animal que faça mágica. Finalmente, economistas têm um forte incentivo a se manter dentro do consenso do mercado, principalmente em momentos menos voláteis. Analistas de ações, inclusive, manipulam o modelo financeiro para fazer sua projeção caber dentro da média estipulada por seus concorrentes. "Quem erra sozinho fica estigmatizado e corre o risco de perder o emprego", diz o analista de mineração de um banco estrangeiro. Parafraseando o economista inglês John Maynard Keynes, pode-se dizer que é melhor estar meio errado do que arriscar estar totalmente certo. Claro, essa tendência universal de se esconder no meio da manada faz com que economistas do contra ganhem imensa popularidade durante uma crise que ninguém previu (ou quis prever). O popstar econômico da vez é Nouriel Roubini, o "Sr. Catástrofe", que teve a fama catapultada por ter previsto que a bolha imobiliária americana se transformaria numa crise sistêmica. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 1928, Charles Merrill, fundador do Merrill Lynch, enviou uma carta a seus investidores em que recomendava vender ações e pagar suas dívidas. Merrill viu que o mercado iria virar. Em 1987, a economista Elaine Garzarelli, do Lehman Brothers, anunciou o iminente colapso da bolsa. Acertou em cheio e virou celebridade. O problema para esses gurus da catástrofe é que suas novas previsões são colocadas no microscópio - e, claro, eles erram com freqüência desconcertante. A Elaine Garzarelli pós-1987 é um caso simbólico. O estudo de suas projeções mostrou uma absoluta incapacidade de prever para onde o mercado iria. Suas previsões estavam certas apenas 38% das vezes. Acabou demitida em 1994. Se cuida, Roubini. "O mercado enfrentará um período de muita volatilidade. Quando a confiança voltar, os investidores respirarão e voltarão às compras, de olho nas pechinchas. O risco, porém, é que uma recessão longa demais atrapalhe os resultados das empresas, pressionando as ações no médio prazo." Previsões como essa são tão comuns e ineficazes quanto prognósticos sobre a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Isso porque ignoram a palavrinha mais importante de todas - "quando". Nostradamus era um mestre na matéria. Nenhuma de suas centúrias indica quando se tornará realidade (seria muito dar uma idéia do milênio, ao menos?). O alemão Karl Marx previu que o capitalismo seria inexoravelmente substituído pelo comunismo. Mas não deu data. É por isso que os dons premonitórios de Nouriel Roubini devem ser colocados em seu devido contexto. O economista vem prevendo uma catástrofe americana desde o início da década. Quem acreditou nele há cinco anos e colocou seu dinheiro embaixo do colchão deixou de aproveitar um dos maiores ciclos de alta de que se tem notícia. "Em qualquer momento da história vai ser possível encontrar alguém dizendo que o caos vem aí", diz o economista Eduardo Gianetti da Fonseca, do Ibmec. E, como a única certeza que se tem é que um ciclo de alta será seguido de um ciclo de baixa e vice-versa, o catastrofista acaba acertando uma hora ou outra. Se economistas e analistas erram tanto, por que insistimos em ouvir suas previsões e atribuir a elas um caráter científico? (Os jornalistas de EXAME são réus confessos no caso.) Uma história ajuda a ilustrar a resposta. Durante a Segunda Guerra Mundial, o economista americano Kenneth Arrow (que ganharia um Nobel em 1972) foi convocado para liderar um grupo de pesquisadores. A missão era prever as condições meteorológicas nos campos de batalha com um mês de antecedência. Os estatísticos do grupo logo perceberam que as previsões não tinham o menor valor - ou seja, não eram diferentes de um chute qualquer. O grupo mandou um relatório a seus superiores informando que não enviaria as inúteis previsões. Veio, então, a resposta. "O comandante-geral sabe que as previsões não são boas. No entanto, ele precisa delas para fins de planejamento." Tomamos decisões baseadas em previsões o tempo inteiro. Aceito aquela oferta de emprego? Devo ter filhos agora? Faço um financiamento? As empresas dependem de cenários para tomar decisões de investimento, contratações ou aquisições. Governos precisam de previsões para formular políticas. E o mercado financeiro usa expectativas para sua formação de preços. O futuro, portanto, vale muito dinheiro. "Previsões econômicas constituem parte vital do dia-a-dia de empresas e famílias", diz Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco. Diante das incertezas que o futuro apresenta, é preciso avaliar os cenários, assumir o risco e decidir. Ou seja, apesar da crise atual, os economistas vão seguir tentando adivinhar o que vai acontecer. Os analistas continuarão recomendando ações. E empresários, jornalistas e consumidores continuarão levando essas previsões a sério - essa é a única previsão que esta reportagem se arrisca a fazer.

Fonte: Revista Exame - ed. 932 - 2008

Por: João Marcos Pinto -20770056

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domingo, 9 de novembro de 2008

O Brasil entre os melhores

Uma pesquisa recente colocou o Brasil entre os países com melhores oportunidades de crescimento profissional. O Estudo foi realizado pela consultoria Korn/Ferry e apontou que os países emergentes que compõe o chamado BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – são os que possuem as melhores oportunidades de crescimento no momento para 64% dos entrevistados. Os Estados Unidos foi citado por 22% e o Japão e a Europa Ocidental por 9% dos entrevistados.


Postado por Eliza Lasmar.
Fonte: Você RH - Ed. Novembro/2008


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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

TV digital no Brasil completa um ano de funcionamento

Ao completar hoje (2) o primeiro ano de funcionamento, o sistema brasileiro de TV digital comemora avanços na oferta do serviço e na produção de conteúdos, mas ainda tem pela frente o desafio de despertar maior interesse dos telespectadores e garantir interatividade. A tecnologia está implantada em dez cidades e a programação passa por adequações.


"Quando começamos, tínhamos duas novelas exibidas em alta definição e hoje temos canais de televisão inteiros feitos com programação 100% digital. Já temos uma linha completa de televisores aptos à tecnologia. É um balanço extremamente positivo e alvissareiro", afirmou à Agência Brasil o presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), Frederico Nogueira.
O SBTVD é um órgão consultivo e de assessoramento ao comitê governamental para o desenvolvimento da TV digital brasileira. O órgão prevê que a tecnologia digital deverá fechar 2008 com cobertura suficiente para atender cerca de 40 milhões de habitantes, com base no cronograma de implantação do Ministério das Comunicações e no número de habitantes das cidades (Censo 2007/IBGE), onde o sistema entrará em operação até o final de 2008.
Para que o potencial de crescimento técnico se traduza diretamente em maior número de telespectadores, os especialistas ressalvam ser necessária uma mudança cultural que não ocorre repentinamente.
"Uma coisa foi na última revolução, quando houve a migração do preto e branco para o colorido. Você tinha como visualizar isso. Agora, quando você diz que aumentou a definição de 420 linhas para 1.080 linhas há uma dificuldade de saber e compreender o que é isso. Então é preciso que pessoa veja, note a diferença e pense que aquilo é uma coisa para ser ter na sua casa", argumentou Nogueira. "Mas isso é algo que, com o brasileiro gostando de tecnologia como gosta, será vencido até mais rapidamente do que em países com renda per capita mais alta que o Brasil", previu.
Quando se fala em atrair mais telespectadores, a discussão se volta invariavelmente para o preço dos conversores de sinal. Hoje, o modelo mais simples desse aparelho que adapta o televisor para receber a programação digital é vendido a R$ 199.
Na última sexta-feira (28), ao comentar as perspectivas da tecnologia para os próximos anos, o ministro das Comunicações, Hélio Costa , destacou a necessidade de se ampliar a produção dos conversores (atualmente na casa dos 100 mil aparelhos por mês) e a possibilidade de nova redução nos preços.

Acho que o próprio governo tem espaço para reduzir impostos na área federal. Se conseguíssemos tirar o PIS e a Cofins, já teríamos aí um desconto básico de 30% no preço do conversor", afirmou o ministro.
A perspectiva de queda no preço também é apontada pelo SBTVD. "O ciclo de vida de qualquer produto começa com um preço mais alto e vai baixando. Você vai diluindo custos, a economia de escala vai funcionando, com mais gente comprando", avaliou Nogueira.
Uma previsão de vendas da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) mostra que até o fim desse ano devem ser comercializados de 100 mil a 120 mil conversores, 90 mil aparelhos de TV com conversores embutidos, 100 mil receptores portáteis e 180 mil receptores móveis (celulares). A SBTVD calcula, por sua vez, que 645 mil telespectadores façam uso das transmissões digitais em dezembro de 2008.
Até o segundo aniversário de implantação, especialistas e autoridades prevêem que a TV Digital brasileira estará implantada em todas as capitais e em cidades importantes do interior, já com os recursos de interatividade disponíveis após a conclusão de especificações técnicas.
São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) já têm transmissão digital em HD e para dispositivos móveis e portáteis. Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Campinas (SP) terão até dezembro de 2008
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» Um ano depois, TV digital ainda dá primeiros passos

Fonte: www.terra.com.br/informatica

por: João Marcos Pinto - 20770056

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

O tira-teima dos smartphones

Saiba quem é o melhor smartphone 3G do mercado brasileiro
Dispositivos de convergência digital por excelência, os chamados smartphones evoluíram, se tornaram mais amigáveis e até mesmo mais velozes com a maior disponibilidade das redes 3G em algumas regiões do país. Passado mais de um ano, o Laboratório Digital revisita o tema e analisa alguns modelos que já estão disponíveis do mercado.


Tecnologia 3G

Antes de apresentarmos nossos convidados para os testes deste mês, perguntamos: você sabe o que significa 3G?
Trata-se de um conjunto de tecnologias usadas nos chamados telefones de “3ª geração” que tiram melhor proveito do espectro das ondas de rádio, permitindo assim aplicações bem mais sofisticadas como Internet de alta velocidade e até vídeo chamadas. Some-se a isso um significativo avanço nas capacidades de processamento gráfico, armazenamento de dados e, até mesmo, novas engenhocas como interfaces Wi-Fi e sensores GPS e o resultado final são produtos e serviços que beiram à ficção-científica.
Talvez o melhor exemplo desta nova onda seja o iPhone 3G da Apple, que chegou oficialmente ao país no final do mês passado, pelas mãos das operadoras Claro e Vivo. Se comparado ao modelo anterior, além do 3G, ele ganhou um sensor GPS e uma bateria melhor e, pelo menos nos EUA, um preço bem mais atraente (US$ 199 contra US$ 599 cobrado pelo primeiro modelo na época do seu lançamento).


Fonte: Olhar Dital Uol

Por: João Marcos Pinto - 20770056

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domingo, 2 de novembro de 2008

Reduzir custos a qualquer preço custa caro

Por Pedro Paulo de Oliveira Melo
Tenho observado em inúmeras empresas, que a maior parte delas não têm noção clara de como funcionam seus processos e seu impacto na lucratividade, na qualidade, na produtividade, e em outros fatores que determinam o sucesso do negócio. Em um ambiente em que o preço já vem definido pelo mercado, a única margem de manobra para assegurar a lucratividade necessária ao crescimento ou no mínimo à sobrevivência de uma empresa, está na redução dos custos. E é aí que mora o perigo. Muitas empresas se lançam na aventura de reduzir seus custos sem levar em conta as conseqüências de soluções mal pensadas. Medidas que deveriam servir para assegurar sua permanência no mercado podem, muitas vezes, ser ineficazes ou mesmo representar o fim de um negócio, pois "reduzir custos a qualquer custo pode custar caro, muito caro".É comum encontrarmos executivos empenhados em controlar processos de apuração de custos, mas sem controle adequado sobre os processos de produção, administrativos, financeiros, comerciais e outros, que são as verdadeiras fontes de custos de uma organização. Improvisam soluções e estressam suas equipes na busca infindável por resultados. Não faz parte da cultura dessas empresas o planejamento, a padronização, a definição clara de responsabilidades e o envolvimento das pessoas e dos fornecedores com objetivos alinhados às necessidades do mercado. Muitas empresas sobrevivem por pura sorte, encontramos empresas onde apenas um ou dois produtos bancam muitas vezes uma extensa linha de outros produtos cuja produção é mantida por vaidade ou ignorância. Isto ocorre porque decisões não são tomadas com base em dados, são empresas que não medem o desempenho de seus processos através de indicadores confiáveis prevalecendo a intuição, que não deve ser desprezada, mas que sozinha, não é suficiente para justificar decisões importantes.Gerenciar de maneira eficaz todos os processos de uma organização, significa conhecê-los, mapeá - los, estabelecer os fluxos das atividades, identificar seus "donos", saber como eles se interagem, dando-lhes uma abordagem sistêmica, isto é, conhecendo exatamente como cada processo influencia os resultados dos outros processos, monitorando e intervindo constantemente, mantendo a atenção concentrada nos sinais de desempenho insatisfatórios. Gerenciar também é ajustar processos quando necessário, identificar e eliminar gargalos é redefinir e redesenhar processos e principalmente, ser disciplinado na execução dos padrões, que não devem engessar a empresa, mas serem suficientemente flexíveis para incorporar as inovações que se mostrarem necessárias. Para isto é necessário implementar um projeto, que envolva reflexão, treinamento, conscientização e reeducação das pessoas, comprometimento, agilidade e paciência dos empresários para a obtenção das mudanças necessárias.Seja para informatizar seus sistemas de gestão ou até mesmo para adotar a filosofia do Custeio Baseado em Atividades ou ABC (Activity Based Costing) é fundamental que os processos estejam bem definidos com suas atividades devidamente identificadas e mapeadas.Portanto, todo dia é dia de redução de custos através da melhoria da eficácia e eficiência dos processos, resultando em mais qualidade, maior produtividade, redução do desperdício, aumento da satisfação de clientes, cumprimento de prazos, melhor aproveitamento de recursos produtivos, do tempo, dos talentos, onde reduzir custos não é uma aventura, mas um projeto consistente e bem amparado na gestão eficaz dos processos.
Postado por Fábio T. Bento

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Netbooks, escolha o seu!

Laptops ultraportáteis de baixo custo abrem um novo ciclo de inovações na indústria dos PCs


Quando há um ano a fabricante taiwanesa Asus lançou o Eee PC, seu mininotebook de baixo custo, boa parte da indústria encarou o equipamento apenas como uma curiosidade.
O computador, de dimensões reduzidas e pouca capacidade de memória, foi considerado pouco atraente aos consumidores. Contudo, menos de seis meses após seu lançamento, o EeePC atingiu 1 milhão de unidades vendidas e a experiência da Asus foi copiada por todos os grandes fabricantes, inaugurando uma nova categoria de computadores: os Netbooks.
Os Netbooks são um dos sucessos mais inesperados deste ano de 2008 e conquistaram o mundo com sua proposta de um equipamento menor, mais leve e mais em conta que um notebook convencional. Com a chegada do processador Intel Atom, o produto amadureceu e se tornou ainda mais versátil.

Surgimento dos netbooks
O conceito dos Netbooks nasceu no ano passado, com o Eee PC 701 da Asus. Apesar de bem simples, o Eee PC 701 (processador Celerom-M de 900 MHz, tela LCD de 7 polegadas, 512 MB de RAM, 4 GB de disco de memória Flash e Linux Pré-instalado) caiu no gosto do público em geral.
Após esse sucesso, algumas empresas aderiram a esse segmento de mercado. No entanto, o grande impulso aos netbooks foi dado em meados deste ano, com a chegada do processador Atom da Intel, que substituiu o modesto Celeron-M por um chip mais moderno e menor em tamanho e consumo. Segundo a própria Intel, a plataforma Atom tem apenas um terço do desempenho da atual plataforma Centrino, característica que torna os netbooks equipamentos interessantes para aqueles que concentram suas atividades na coleta de dados, elaboração de textos, preenchimento de planilhas e atividades ligadas à Internet.
Vale destacar que outro incentivo aos mininotebooks veio da gigante Microsoft, que oficializou seu apoio às máquinas estendendo o suporte do Windows XP para essa plataforma, garantindo assim um amplo suporte de hardware e software para o produto.
Fonte: Olhar Dgiital Uol
Por: João Marcos Pinto -20770056

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sábado, 1 de novembro de 2008

Mudanças climáticas: o desafio para empresas e profissionais

Gestão empresarial e mudanças climáticas. Nunca estes dois temas estiveram tão em sintonia como nos dias de hoje. Na pauta dos gestores, na linha de produção e na atitude dos profissionais fica latente a preocupação das empresas no desenvolvimento de uma produção mais limpa, capaz de minimizar os impactos da produção no meio ambiente.
O relatório Adaptation – An Issue Brief For Business (Adaptação – A síntese de uma questão para os negócios), do Conselho Empresarial Mundial pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), trata das conseqüências das mudanças climáticas para os negócios e da necessidade de repensar estratégias para evitar prejuízos e danos ao meio ambiente.
O estudo mostra que a prioridade para as organizações daqui para frente será a busca contínua por soluções sustentáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Na análise da doutora em Engenharia e Infra-estrutura Sustentável pelo Instituto de Tecnologia da Suécia, Rita de Cássia Soares, é notável a preocupação das empresas em incorporar novos valores em seus negócios:
“Temos exemplos entre os diversos segmentos da economia que já provaram que é possível crescer minimizando os efeitos dos seus impactos ambientes. Um deles é a construção civil que tem incorporado cada vez mais a questão ambiental em seus negócios, mediante uma série de iniciativas, como o desenvolvimento de novas tecnologias e produção limpa”, explica Rita de Cássia, que também é coordenadora dos cursos da área ambiental do Ietec.
Não é difícil concluir que os novos riscos e oportunidades que emergem nesse novo cenário estão diretamente relacionados a questões que envolvem infra-estrutura, locação, operação e design. Estes são os fatores que podem causar grande impacto na gestão corporativa.
O estudo WBCSD conclui que somente um plano de adaptação eficiente pode gerar vantagem competitiva e economia de custos para empresas inovadoras. Além disso, exigirá que as corporações passem a atuar em colaboração com organizações governamentais e não-governamentais na identificação de soluções.
Para o doutor em Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alexandre D´Avignon, gestores e técnicos de empresas envolvidas com a gestão ambiental e inovação tecnológica assumem um papel estratégico nesta nova postura empresarial:
“É importante que estes profissionais adquiram conhecimento que os levem à sensibilização sobre os riscos das mudanças climáticas, no que se refere à adaptação e mitigação”, ressalta D´Avignon, que também é instrutor do Ietec.
O que não se pode perder de foco neste instante é que antes de existir a atitude responsável com o meio ambiente, existe o importante processo de conscientização das empresas e dos profissionais. Na opinião da gerente de qualidade e meio ambiente da Intercast, Fabiana Amaral, a eficiência nas estratégias de redução dos efeitos passa, necessariamente, pelo envolvimento de todos os profissionais.
“Os profissionais da área de meio ambiente possuem uma grande responsabilidade em adequar a gestão da empresa no que se refere ao tema ‘mudanças climáticas’. Mas só conseguiremos bons resultados se houver um real comprometimento da organização no que se refere às suas ações e condutas. Toda empresa comprometida com o meio ambiente busca desenvolver estratégias sustentáveis. Este é o nosso grande desafio”, afirma Amaral.
Postado por: Fábio T. Bento

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VOCÊ SABE ADMINISTRAR SEU TEMPO?


Em razão da atual condição do mercado de trabalho, a administração do tempo organizacional e pessoal tornou-se um fator de grande importância para a competitividade. Gerir cada minuto no ambiente organizacional requer que se tenha percepção das causas que geram o desperdício do precioso tempo. Distribuição inadequada de tarefas, reuniões improdutivas, indefinição de objetivos e prioridades, inadequada comunicação, inexistência de prazos, falta de metas e de planejamento, são alguns exemplos de fatores que dificultam o ajuste entre o que se tem a executar e o tempo disponível correspondente, entretanto, o que acontece é que alguns gestores não têm a capacidade de enxergar isso e chegam ao cúmulo de criticar o dia que tem as infindáveis vinte quatro horas. Como explicar a boa administração do tempo de executivos profundamente ocupados ao redor do mundo? Será que eles possuem alguma tecnologia incomum? Ou será que se ajustaram a realidade imposta pelos ponteiros dos relógios e do mercado de trabalho? Para aqueles que se interesam por seu autodesenvolvimento e de sua organização, vale apena acrescentar a boa gestão do tempo à lista de competências, pois administrar o próprio tempo e o da organização pode significar maior rentabilidade, então, é hora de despertar. “O gestor que não consegue controlar a si próprio, pouco dominará as coisas ao seu redor, com a devida profundidade".

Fonte: Jornal do Comércio
De : 24ª27/10/2008.
Postado por Antonia Zilma

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Profissional Engajado

por Simone Castillo
Faça uma auto análise. Você sabe quais são suas chances reais de progredir na carreira?
A maioria das pessoas não sabe avaliar em que pé estão rumo ao sucesso, elas simplesmente vivem o momento sem se preocupar com o que se espera delas e principalmente com o que elas têm a oferecer e estão oferecendo para a empresa em que trabalham.Quando falamos em carreiras, promoções, sucesso… nada mais estamos do que decifrando se o que as empresas querem é o que temos condições de oferecer; obviamente o oposto também porque todos queremos ser reconhecidos e recompensados por nosso trabalho mas neste meio ambiente quem dita as regras são as organizações e o que elas querem nada mais é do que profissionais engajados.O que é ser um profissional engajado?Um profissional engajado é aquele que aponta os problemas e mostra as soluções. Apontar falhas é até fácil, já identificar e mostrar soluções nem tanto. Aí está o ponto de diferenciação; o ponto exato aonde se pode decolar para patamares mais elevados ou permanecer na mesma situação durante anos e anos ou até que a empresa opte por mudanças.As organizações querem pessoas com perfil de “engajadores”, pessoas que assumam as dificuldades e consigam ultrapassá-las, profissionais ativos, que procurem a melhoria do seu trabalho e da empresa, que diminuam gastos e maximizem o lucro, que honrem e levantem o nome da empresa.Profissionais assim têm o sucesso garantido em qualquer área que atuem. Estas características independem de estudo ou formação, elas existem em estado bruto dentro do indivíduo, é latente embora muitas pessoas não percebam que as possuam por falta de oportunidade de demonstrar, por timidez, por receio dos colegas e chefes, por mil outras razões.Se entendermos que é isso que as empresas querem e conseguirmos atuar de forma engajada, teremos mais oportunidades e mais êxito em nossas carreiras.
postado por Fábio T. Bento

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O "case" da Coca-cola de 200 ml - a "coquinha".

Por: Lindberg Revoredo

Entenda, à luz da ciência do marketing, por que e como a Coca-cola recuperou os percentuais de mercado no nordeste perdidos há alguns anos para as “tubaínas”, sem guerra de preços. Não foi pela diversidade de conteúdo das embalagens, mas pelo seu altíssimo valor percebido.Os “cases” de marketing são preciosos para, deles, extrairmos a verdadeira ciência do marketing. Para que servem os “cases” de marketing? Para que conhecer e estudar os “cases” de marketing, de comercialização? Para se extrair ciência e comprovar a verdadeira ciência do marketing já conhecida. (Não para serem transplantados, porque as necessidades, os desejos, os valores desejados pelos mercados variam quase de rua pra rua).Como o “case” da “coquinha” revela o princípio básico do marketing que explica a maneira infalível que fará você ter sempre mais compradores que o seu concorrente, em qualquer lugar do mundo.O caso da “coquinha” é exemplar para que comprovemos o princípio básico, lapidar, de toda a ciência do marketing, que é o que explica o que faz as pessoas escolherem um produto para comprar e não outro, uma marca e não outra, que é o maior valor que elas percebem em determinado produto relativamente a outros, o maior valor, ou maior soma de itens de valor que eles acham que aquele produto tem em maior grau que seu concorrente. Em simples palavras, o “segredo” que fará você ter mais compradores que teus concorrentes.Há anos as tubaínas impingiam derrotas à Coca-cola nos estados do nordeste do Brasil. Segundo reportagens das revistas especializadas em negócios, até alguns anos atrás (2002, 2001), a Coca-cola sofria derrotas nos estados do nordeste do Brasil, impostas pelas “tubaínas”, os refrigerantes de preços populares, de baixo valor percebido, vendidos em garrafas de 600 ml (a mesma da cerveja), ao preço médio de 0,50 cada. Com esta estratégia de preço baixo, direcionada a este grupo de baixo poder aquisitivo, elas conquistaram 1/3 do mercado nacional de refrigerantes, segundo estas revistas, chegando a 40% no nordeste.Insatisfeita com o baixo desempenho de suas subsidiárias no nordeste, a Coca-cola realizou uma operação de recompra destas empresas, reunindo-as em uma só, a Norsa. E aí, sem redução de preço, sem apelar para a guerra de preços, (pois a “coquinha” com 200 ml, custa 60 centavos, um valor proporcional à Coca-cola em garrafa de 290 ml que custa em média 1 real), a Coca-cola finalmente venceu as tubaínas após sofrer derrotas durante anos, segundo os relatos destas revistas.Entendendo o que fez a coca-cola retomar seus antigos percentuais de mercado – à luz da ciência do marketingO que aconteceu? Como se explica este fenômeno? Não foi o simples aumento das opções de embalagens, no sentido de menor quantidade para atender um público de menor poder aquisitivo, que fez a coca retomar a sua posição na divisão do mercado, como a primeira vista pode parecer. Esta é uma explicação simplista. Para entender este fenômeno, temos que ir direto na verdadeira ciência do marketing. A resposta está na ciência do marketing. Temos que buscar o princípio da ciência do marketing que explica este fenômeno, que é aquele que revela o que motiva, o que “detona” a escolha de compra das pessoas. O porquê de elas escolherem um produto ou outro, uma marca ou outra, que é a percepção de valor, o valor que elas atribuem ao produto, optando sempre por comprar o produto que elas acham de maior valor para elas. As pessoas compram por valor percebido ou constatado, (comprovado). Pela percepção do valor que o produto tem, ou pela constatação, comprovação deste valor. Os consumidores compram pelo valor que eles atribuem ao produto, pelo valor que eles “acham” que o produto tem. E escolhem para comprar, o produto que tem o maior valor, até o limite do dinheiro que têm no bolso. A coca-cola não venceu por “diversidade de embalagens” mas por valor desejadoO que fez a Coca-cola vencer as tubaínas foi o seu alto valor percebido. Foi o alto valor que a maioria das pessoas dão à Coca-cola, ao seu sabor. No que se refere ao produto refrigerantes, é notório e comprovado por pesquisas, que a grande maioria das pessoas prefere o sabor da Coca-cola a qualquer outro.Mas como comprar a Coca-cola disponível no mercado com somente 50 centavos no bolso? Era aí que as tubaínas sempre venciam.Veja porque o “Simba” jamais venceria as tubaínasSegundo os relatos publicados pela imprensa, a Coca tentou vencê-las com um refrigerante popular chamado “Simba”, que tinha o mesmo baixo valor percebido que as tubaínas. Mas como poderia o “Simba” vencer, se basicamente as pessoas compram, escolhem sempre o produto de maior valor, entre dois que possuam o mesmo preço? Como o “Simba” poderia predominar sobre as tubaínas se o valor dele aos olhos dos consumidores era igual ao valor que estes atribuíam às tubaínas? Obviamente as pessoas também consumiam o Simba, mas do mesmo modo que compravam as tubaínas, sem um maior grau de preferência. Como poderia então, o “Simba” ter a maioria dos compradores, se para estes tanto fazia tomar o “Simba” como qualquer tubaína? Se o seu valor percebido era tão baixo quanto o das tubaínas? As reportagens contam que o “Simba” vendia, tomava mercado às tubaínas, mas canibalizava a Coca. O fato de canibalizar, realmente aconteceu, e era de se esperar, mas não seria o maior problema, se a preferência, se o valor percebido das pessoas pelo “Simba”, suplantasse o valor da tubaína. Se assim fosse, mesmo canibalizando, o Simba faria a Coca-cola retomar a dianteira. Mesmo assim, a maioria das vendas seriam capitalizadas pela coca-cola e naturalmente os percentuais de mercado cresceriam, embora que por uma via não tão desejada, o Simba. Finalmente, a guerra foi vencidaDepois de um bom tempo perdendo para as tubaínas, eles finalmente encontraram a solução vencedora, através da “coquinha”, a coca-cola de 200ml, e sem guerra de preços. Porém, se no início, tão logo as tubaínas começassem a incomodar, eles tivessem feito uma pesquisa simples, com apenas uma pergunta direta, teriam descoberto a solução: bastaria perguntar às pessoas, se elas prefeririam pagar com os 50 centavos que tinham no bolso, uma Coca-cola de 200 ml ou uma tubaína de 600 ml. Uma pesquisa simples resolveria o problema logo no início. Neste caso específico, a resposta viria pronta e imediata, porque o valor percebido (que como vimos, é o critério que todas as pessoas na face da terra usam para definir a sua preferência de compra de qualquer produto) da Coca-cola, de seu sabor, é tão alto, que as pessoas, sem piscar, preferem pagar por uma Coca-cola de 200 ml, o mesmo preço de uma tubaína de 600, como ficou comprovado na prática.Portanto, neste caso, não se trata de diversidade de embalagens, mais de maior valor percebido do consumidor. Não foram as embalagens que venceram, mas o alto valor percebido que a coca-cola tem. (Uma prova disso, é que se fizessem o “Simba”, com o seu baixo valor, com uma embalagem menor e a coisa teria sido bem pior). Todo o sucesso está em conhecer a escala de valor desejado do consumidor para o produtoO que fez vencer, foi o desejo de um segmento de baixo poder aquistivo de ter uma coca-cola pelo valor que eles tinham no bolso, mesmo que fosse uma quantidade menor do produto.O problema é que não existia no mercado uma coca-cola para quem só tinha 50 centavos no bolso para pagar. Porque se existisse, eles pagariam. Mesmo que fosse com um terço da quantidade da tubaína, como ficou claro.Uma pesquisa simples, e eles revelariam o sonho que tinham dentro de si: “Pelo amor de Deus, uma coca-cola que só custe 50 centavos, pois este é o único dinheiro que tenho no bolso, mesmo que seja uma pequena quantidade”.Não se trata de embalagens de menor conteúdo, mas de conhecer os itens da escala de valor desejado do consumidor para cada produto que ele tem guardada dentro de si mesmo.O estudo da escala de valor revela outro segmento que deseja a coca-cola de 200 ml, mas não precisa de preço baixo. Até agora vimos que a embalagem menor era um valor desejado por se adequar ao dinheiro que o segmento de baixo poder aquisitivo tinha no bolso. (Valor desejado, em termos, somente pela condição imperativa do pouco dinheiro, não por que eles desejassem beber menos coca-cola).Agora mostraremos um segmento que não precisa de preço baixo, mas pode estar desejando a embalagem de 200 ml: as pessoas preocupadas com o peso e para as quais a Coca-cola também tem um alto valor. Tomando o exemplo deste novo segmento, veremos agora, mais uma vez, que o valor desejado do comprador é o que determina o tamanho da embalagem e tudo o mais em qualquer produto. Este segmento deseja a embalagem de 200 ml, mas por um motivo diferente do grupo de menor poder aquisitivo. Tomam a Coca-cola diet, mas querem ter o prazer de sentir pelo menos um pouco do “gostinho” de tomar uma coca tradicional com açúcar, e acham desperdício comprar a de 290 ml, para tomar somente a metade.Com este último exemplo, provamos mais uma vez que não foi por simples “diversificação de embalagens” ou simples redução de conteúdo na embalagem, que a Coca-cola venceu a concorrência. Mas porque este era um valor desejado pelas pessoas de baixo poder aquisitivo, pelo alto valor que eles percebem no refrigerante Coca-cola.Para o segmento de baixo poder aquisitivo, a quantidade de 200 ml é um valor desejado pela imposição da circunstância do pouco dinheiro. Os 200 ml são a quantidade máxima possível de coca-cola que podem pagar; na verdade gostariam de tomar muito mais. E para o grupo de alto poder aquisitivo também é a quantidade máxima possível, porém, por outros motivos (questões estéticas e/ou de saúde).E mostramos que há uma parte do segmento de maior poder aquisitivo, em que a coca-cola de 200 ml é um item de sua escala de valor desejado também pela alta percepção de valor que eles têm do produto Coca-cola.Não se trata de lançar tamanhos de embalagens a esmo.Tudo isso descobrimos analisando os desejos do consumidor, os itens de sua escala de valor desejado para o produto refrigerantes. E não lançando tamanhos de embalagens a esmo. O tamanho das embalagens está condicionado ao grau de valor percebido do produto, qualquer que seja ele (aqui, refrigerantes)., seja ela de menor ou maior quantidade. Na Coca-cola, com o seu altíssimo valor percebido, a quantidade da embalagem pode ser pequena, pelo preço da tubaína de 600 ml. Na “tubaína”, a quantidade da embalagem tem de ser grande (600 ml), para que ela possa ter a metade preço da coca de 290 ml, por causa de seu baixíssimo valor percebido.O mercado não foi retomado por diversidade de tamanhos de embalagens, mas por causa do valor percebido deste consumidor para o produto Coca-cola. Só o meu comprador tem o modelo de como se faz o produto que vende maisPortanto, como poderíamos saber que existe outro segmento com características diametralmente opostas, para o qual também a quantidade de 200ml da coca-cola é um valor desejado (por várias outras motivações), se pela lógica aparente a quantidade de 200ml somente serve para quem tem pouco dinheiro no bolso? Senão pesquisando, monitorando e aprendendo a conhecer a escala de valor desejado de todos os segmentos para o meu produto? Somente o meu comprador pode me dizer como fazer o meu produto da melhor forma. E esta forma é aquela que mais agrada a ele. Por isso, é a ele que tenho de consultar em tudo, sobre o meu produto, 24 horas por dia. O problema crucial no qual as empresas devem se concentrar todo o tempo para terem sucesso na competição de mercado é em como descobrir e “extrair” do consumidor este modelo ideal do produto que está descrito (com detalhes) em sua escala de valor desejado para qualquer produto, guardada dentro dele mesmo. Somente profissionais de marketing que possuam a ciência e o “dom” sabem como entender todo o desejo do consumidor.Para isso, são necessários profissionais de marketing com a técnica (conhecimento profundo da ciência do marketing) e talento, que eu chamo “dom” (e isto é o que faz a diferença entre os profissionais de todas as áreas), para captar esta escala de valor do consumidor, quardada a sete chaves dentro dele. Não é um trabalho para amadores.Portanto, se você não sabe fazer, ou não tem quem faça por você, alguém que tenha conhecimento e “dom” para captar, entender, para atender mais rapidamente que seu concorrente o maior número de itens de valor desejado do consumidor, sua empresa está em sérios apuros.Em um próximo artigo falaremos sobre o que chamo de “escala de itens de valor desejado do consumidor para todos os produtos”, e refletiremos sobre algumas maneiras de captar este verdadeiro “tesouro”, que ele mesmo não consegue racionalizar, verbalizar, todo o seu conteúdo, quando perguntado.



Fonte: http://dicasdemarketing.wordpress.com
Postado por Fábio T. Bento

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A diversidade como fonte de inovação


      A diversidade, em se tratando de pessoas, está presente no cotidiano de todos os profissionais, e saber lidar com ela é a chave para o sucesso dos negócios. Existem empresas que apostam cada vez mais na variedadade de pessoas que compõem o seu quadro de colaboradores, pois os mesmos acreditam que pessoas com idéias e perfis diferentes  tendem a produzir resultados mais inovadores, acelerando assim o processo de desenvolvimento de uma organização. Segundo estudo da consultoria Robert Half, políticas de diversidade têm impacto direto na performance da empresa. Quanto mais ampla é a variedade cultural, sexual, religiosa, etária e educacional dos funcionários, maiores as chances dessa organização ter bons resultados. Especialistas e executivos dão dicas para que essas idéias possam ser colocadas em práticas: Desenvolver a cultura e o conhecimento de ambientes distintos, buscar pessoas com outras experiências para dentro da organização, promover o respeito e saber aceitar opiniões diferentes, evitar estereótipos, investir em uma comunicação eficiente entre as pessoas e principalmente entrar em contato com outros indivíduos, ou seja, evitar fechar-se em seu próprio mundo ,estando sempre disposto a aprender. Fatores como esses, estimulam e aproveitam os benefícios que uma boa mistura pode trazer para o desempenho profissional de uma organização.

Fonte: Você s/a. Ed. 124 
Postado por Eliza Lasmar.

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